“Algum dia os representantes dos países da América Latina ainda farão um discurso como este – por enquanto é ficção, apesar de ser tudo verdade”

DISCURSO DO EMBAIXADOR MEXICANO

Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, sobre o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Européia.

A Conferência dos Chefes de Estado da União Européia, MERCOSUL e Caribe, em Madrid, viveu um momento revelador e surpreendente: os Chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados, um discurso irônico, cáustico e historicamente exato.

Eis o discurso:

“Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a “descobriram” há 500… O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no “Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais” que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!

Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indenização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano “MARSHALL MONTEZUMA”, para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, dilapidaram- nos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo.

No aspecto financeiro, foram incapazes – depois de uma moratória de 500 anos – tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.

Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bônus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, concluímos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata… quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação de dívida histórica…”

Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa.

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VEI, A SOL

“Talvez poucos saibam, mas entre os índios Taulipang, de Roraima, a Sol é tratada no feminino, a Vei. Sim, no feminino, porque a Sol é uma estrela. Esta foi mais uma usurpação das sociedades patriarcais e a Sol deixou de ser estrela, sobrevivendo apenas na cultura de um povo com pouco mais de 200 pessoas. Nossa estrela mais próxima, a mais quente, a mais iluminada, fonte de vida e energia. A estrela do dia não poderia estar associada à mulher, tornaram-na astro-rei. Mesmo tendo conhecido a história dos Taulipang há poucos anos, minha experiência de sempre indicou que a Sol é mulher.”

Neste dia 8 de outubro, resolvi extrair este trecho do meu livro (Ponto de Cultura – o Brasil de baixo para cima) para fazer uma homenagem a todas as Sol deste país. Ou a todas as Vei, coma a chamam os índios lá da Raposa Serra do Sol.

Célio Turino

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Recomendo Leitura – Lula e a Inteligência Brasileira

Lula e a inteligência brasileira

Um novo estado de espírito paira sob o céu do Brasil, especialmente nestes dias que antecedem à II Conferência Nacional de Cultura. Bate fortemente um sentimento coletivo de comemoração à inteligência brasileira. Honro-me de ser um artista feito exclusivamente no Brasil. Nunca na minha vida procurei a sabedoria nos livros, nas doutrinas ortodoxas – O meu livro é o Brasil, não o mapa do Brasil na minha frente, mas a terra do Brasil, aonde eu piso, aonde eu sinto, aonde eu ando, aonde eu percorro. (Villa Lobos).

Não há como negar que Lula deu uma estupenda lição de guru na nossa “pedagogia cultural”, sempre lincada com um pensamento ficcional internacionalista. As novas fronteiras que o Brasil de Lula trouxe às conquistas coletivas do povo brasileiro, regidas por ele, traduzem que o mestre da nossa bandeira cultural é o presidente Lula. Nem toda a amplitude teórica foi capaz de tal concepção didática que faz hoje brilhar os olhos dos brasileiros quando o assunto é o Brasil. Unida em sua natural relação interpessoal, a intelectualidade tropical do povo brasileiro brota em regime de excepcionalidade num novo ponto de identificação com sua cultura.

Quem mais seria capaz de produzir tamanha façanha de qualidade na auto-estima do povo brasileiro? Se o Presidente Lula era uma espécie de pagão, para os “institutos culturais”, sua influência sobre as concepções de nação se transformou num culto definitivo no mundo. Qualquer geografia da nova ordem econômica global, por menor que seja a versão, destaca o Brasil como uma nova potência político-cultural e econômica, abandonando de vez a idéia de país do futuro, pois, nas retificações, o Brasil é um dos líderes das forças emergentes da economia e da cultura mundial. As frases de Lula, sublinhadas pela imprensa mundial nos fóruns internacionais, sem dúvida têm a marca da cultura brasileira, da sabedoria do povo, da nossa intuição dinâmica. Os artigos internacionais divulgam a criticidade, a tolerância, a alegria, a generosidade e, sobretudo, a competência do presidente Lula, são vitórias do povo brasileiro. A identidade fundamental com o povo faz de Lula o grande solista da Nação dos Tambores, um toque de aproximação umbilical, como em uma de nossas danças de roda (batuque de umbigada), que fertiliza a virtuosa força rítmica no coração do homem brasileiro. Hoje a cultura brasileira identificada e respeitada, é determinante na linha evolutiva da arte global. Criadores natos da festa produzida pela nossa forma de fazer cultura estão como estandartes no palácio do planalto. É como se continuássemos o grande desfile da cultura brasileira numa permanente apoteose global. Lula não é um “formador de opinião”, muito mais que isso, ele é a imagem do portador e transmissor dos nossos cósmicos sentidos culturais. A força hipnótica de Lula expressa a nossa liberdade rítmica. Os compassos de seus discursos nas tribunas internacionais apresentam, em suas consistentes observações, a forma do Brasil lidar com o moto-contínuo e desnortear os processos rígidos. Com esses assentos, Lula, assim como a nossa cultura, fixa sua série de compassos seguida sempre pela estupenda capacidade de improvisação. As redondilhas que hoje fazem do Brasil um destaque global têm em Lula a derradeira marca de uma imagem real de produtividade inteligente e autossustentável promovida por nossa cultura. As referências econômicas e as concepções de um novo projeto de desenvolvimento global, têm como exemplo o que foi criado e é executado pelo modelo de gestão desenvolvido pelo povo brasileiro e sua cultura operária, colaborativa e de subsistência em todo o território brasileiro. E isso nada mais é do que a verdadeira imagem virtuosística, carregada de interações estéticas de um catálogo desenhado por nossa cultura. Um desenvolvimento eficientemente nacional e soberano. É através dessa simpática característica que a nossa literatura crítica tem que atuar no campo das artes brasileiras. É um gingado bem melhor que a pobreza horripilante da marcha monótona importada pelos civilistas que soam como sapatos duros que não cabem em nossos pés. A exatidão magnífica de nossos gozos de embriaguez sonora, como dizia Mário de Andrade, o grande concerto de nossa gente de interpretação prodigiosa é a transcrição do nosso modelo de país que a terra anda a admirar na imagem de personalidade e evolução política da cultura moderna, representada pela figura de líder global do Presidente Lula da Silva. O povo é, no fundo, a origem de todas as coisas belas e nobres, inclusive da boa música! O que é uma sinfonia senão a expressão musical dos sentimentos de um povo expressados por um indivíduo? O compositor genuíno, por mais cosmopolita que seja, é mais do que nada a expressão de um povo, de um ambiente… Sim, sou brasileiro e bem brasileiro. Na minha música eu deixo cantar os rios e os mares deste grande Brasil. Não ponho breques nem freios, nem mordaça na exuberância tropical das nossas florestas e dos nossos céus, que eu transporto instintivamente para tudo o que escrevo. Por isso eu componho sem prender-me a formalismos, ou melhor, aos convencionalismos da nossa chamada civilização. O verdadeiro ideal do artista é servir à massa do povo. (Villa Lobos). .

Maria Inês Saba disse: O Presidente Lula teve sorte. Sorte de ter escolhido o Ministro Gil e o excepcional, empreendedor e articulador das políticas públicas, o Secretário da Cidadania Cultural Sr. Célio Turino, que idealizou e implantou o Programa Cultura Viva / Pontos, Pontinhos e Pontões de Cultura, que realmente levam e compartilham a Cultura para o “povão”. Todos os méritos para este batalhador da Cultura!! Pontão do Livro e da Leitura – Livro na Roda / Ponto de leitura Casarão do Barão – Campinas / SP.

Sobre “Carlos Henrique Machado Freitas ” http://www.myspace.com/carloshenriquemachado Bandolinista, compositor e pesquisador.

Confira a o site

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Experiência dos Pontos de Cultura inspira outros países

Experiência dos Pontos de Cultura inspira outros países

A experiência brasileira dos Pontos de Cultura cresce em escala dentro do Brasil, com cerca de 2.500 unidades implantadas em todo país, ao mesmo tempo em que chama a atenção de governos e sociedade civil em países da Europa e da Ibero-américa. A nova política pública vem sendo objeto de teses acadêmicas e de modelo para ações governamentais semelhantes, em outros países.

Idealizados na gestão do ministro Gilberto Gil à frente do Ministério da Cultura, no âmbito do Programa Cultura Viva, coordenado pela Secretaria de Cidadania Cultural, em 2003, os Pontos de Cultura nasceram com o propósito de fortalecer as iniciativas culturais da sociedade brasileira dentro de um novo conceito de gestão.
“No geral as políticas públicas têm por método a ideia da carência e da vulnerabilidade. Os Pontos de Cultura são o oposto disto, partem da potência das manifestações culturais das comunidades. Eles trabalham na perspectiva da emancipação, para além da ideia da inclusão social”, explicou o secretário de Cidadania Cultural do MinC, Célio Turino, um dos mentores do Programa e responsável por sua implantação.

A ideia que serviu de apoio na construção da política dos Pontos de Cultura, segundo ele, baseou-se no discurso de posse do ex-ministro Gilberto Gil, quando ele referiu-se à necessidade do apoio do governo à Cultura ser uma espécie de “do-in antropológico”, massageando ‘ponto por ponto’ do imenso corpo cultural do país. “Focamos no fluxo, no movimento contínuo e vivo das manifestações populares”, complementou Turino.
Dados apurados em uma recente pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a extensão da ação dos Pontos de Cultura no Brasil, indicam a abrangência sobre uma população de cerca de oito milhões de pessoas, numa média de três mil pessoas/ano interagindo com o Programa do MinC. Este público está distribuído entre os que participam diretamente das atividades desenvolvidas nos projetos culturais e entre integrantes da comunidade que assistem às apresentações artísticas ou participam esporadicamente de cursos e oficinas.

Para o secretário Célio Turino, os Pontos de Cultura inovam não só pelo conceito de política pública, mas também pelo método de atuação, no qual o repasse dos recursos é direcionado à ponta do projeto, evitando que o dinheiro se perca nos meandros da administração pública. Inovador, também, pelo grande alcance que tem junto à comunidade, mesmo sendo um projeto de baixo valor unitário, cerca de R$ 60 mil ano.
Internacionalização.

Junto com a ideia da implantação das unidades brasileiras do Programa Cultura Viva surgiu a concepção dos Pontos de Cultura para atender à comunidade brasileira no exterior. Experiências piloto chegaram a ser criadas nos Estados Unidos da América e na França, mas as restrições na legislação brasileira para a remessa de dinheiro ao exterior praticamente inviabilizou estes projetos.
O interesse pelo Programa fora do Brasil veio de onde menos se esperava: de governos, políticos, acadêmicos e entidades civis ligadas a projetos culturais. Na Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA), existe uma cátedra sobre Cultura e Literatura luso-brasileira, coordenada pela professora Candace Slater, aonde a experiência brasileira com os Pontos de Cultura vem sendo estudada.

“Os alunos vêm ao Brasil participar de alguma atividade dentro dos Pontos de Cultura e depois fazem um projeto falando da experiência e vendo como as teorias, que são muito bonitas no papel, são executadas na realidade”, comentou Candace, que esteve no Brasil para participar do Seminário Internacional do Programa Cultura Viva, realizado na cidade goiana de Pirenópolis, em novembro de 2009.

A primeira experiência dos universitários de Berkeley com os Pontos de Cultura foi no estado do Ceará, com uma unidade que se articulava com o Museu de Paleontologia. Houve, também, trabalhos sobre cultura oral das comunidades, sobre grupos de dança nos Pontos de Cultura e estudos específicos sobre a atuação dos Pontos, além da participação de alguns estudantes norte-americanos em oficinas de inglês para membros da comunidade.

Segundo a professora Candace, a atenção para o Programa, dentro da disciplina de Estudos Brasileiros na Universidade de Berkeley, foi despertada após uma visita do ex-ministro Gilberto Gil à instituição e, principalmente, após uma viagem que fez ao Brasil, a convite do MinC, em 2005, quando passou a informar aos alunos sobre os projetos desenvolvidos nestes centros culturais.

Inglaterra

O professor catedrático da Universidade de Londres e diretor artístico da ONG People Palace Projects, Paul Heritage, há cerca de 20 anos mantém um estreito convívio com a Cultura brasileira. Ele conhece a experiência dos Pontos de Cultura desde o princípio e se encanta com os resultados obtidos.
“O que acho interessante no Programa Cultura Viva é que vocês conseguem, com dinheiro público, apoiar energias populares que vêm de dentro para fora. É um modelo absolutamente contrário ao clássico das artes na Europa, principalmente no Reino Unido. Os ingleses precisam aprender com os Pontos de Cultura”, comentou. Paul também esteve no Brasil para participar do seminário em Pirenópolis.

Um dos aspectos que ele considera fundamental nessa política pública é a capacidade de gerar fluxo, de articular vários projetos socioculturais dentro do país. Pretende levar o modelo para a Inglaterra, por meio de uma parceria com a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC/MinC). O novo projeto será denominado de Pontos de Contato e deverá ser implantado a partir deste ano. Vai operar com intercâmbios culturais entre o Programa brasileiro e projetos sociais no Reino Unido.
Itália

A Itália foi o primeiro país, fora do Brasil, a adotar o modelo dos Pontos de Cultura. Em uma iniciativa da Câmara de Deputados e da administração da região do Lazio, onde está situada a cidade de Roma, foi criado o projeto Officine dell’Arte, inspirado no exemplo brasileiro.
O projeto opera com oficinas de arte e cultura multimídia destinadas ao público jovem, em áreas urbanas deterioradas, como forma de desenvolvimento social e territorial. Por meio de uma parceria com a Universidade Romana La Sapienza, pesquisadores vieram ao Brasil conhecer a experiência dos Pontos de Cultura para levar à Itália.

Em julho de 2006, o então ministro da Cultura, Gilberto Gil, a convite do governo da província de Lazio, participou de conferência sobre o Programa brasileiro e do lançamento do projeto italiano, durante uma cerimônia realizada no Palazzo Montecitorio, na capital do país.

Áustria

No início deste ano foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica celebrado entre o Ministério da Cultura e a Associação Afro-Brasileira de Dança, Cultura e Arte (Abrasa) com vistas a implementar o Ponto de Cultura Internacional Brasileiro e Afro-Brasileiro na Áustria.

O projeto foi aprovado de forma inédita, desde a criação do Programa, pois o Ponto de Cultura não receberá qualquer incentivo financeiro do MinC, mas sim a chancela, tendo os custos da criação e manutenção realizado pelos parceiros locais.

Ibero-américa

Nos países ibero-americanos também cresce o interesse pelos Pontos de Cultura. Em uma reunião de ministros da Ibero-américa e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e do Caribe, realizada em setembro de 2009, no Brasil, representantes de 15 nações assinaram a Declaração de São Paulo, na qual consta a decisão de submeterem à próxima reunião de Cúpula dos Chefes de Estado da Ibero-américa uma proposta de criação do Programa Ibercultura – nos moldes dos Pontos de Cultura -, para ser implantada nos 23 países da região.

Segundo o diretor de Relações Internacionais do MinC, Marcelo Dantas, a proposta partiu dos representantes do Brasil e da Secretaria-Geral Ibero-americana (Segib) no encontro, mas ainda precisa ser sistematizada e enviada à aprovação dos Ministros de Cultura para, só então, ser encaminhada à reunião de Cúpula.

Parlasul

Outra vertente de interesse pela ação dos Pontos de Cultura está focada no Parlamento do Mercosul (Parlasul), entidade que reúne representações de políticos do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, com sede em Montevidéu.

Um projeto de norma da senadora Marisa Serrano (PSDB/MS), propondo a disseminação do projeto dos Pontos de Cultura por todos os países do bloco econômico, foi aprovado na última reunião do Parlasul, realizada no dia 30 de novembro de 2009. A proposta será encaminhada à próxima reunião do Conselho do Mercado Comum, órgão máximo da integração regional, em junho de 2010.

A iniciativa é um primeiro passo para a elaboração de uma legislação regional, que defina políticas articuladas entre os quatro países do bloco, com possibilidade de ampliação para todos os países associados.

Ceilândia

O Ponto de Cultura Atitude, na cidade de Ceilândia (DF), é um exemplo das ações socioculturais apoiadas pelo Programa Cultura Viva. O grupo artístico Atitude surgiu há cerca de dez anos, voltado para a expressão cultural do Hip Hop, e foi classificado no primeiro edital do MinC para a implantação de Pontos de Cultura.
Atualmente trabalha com um público estimado entre 300 a 400 pessoas, na sua grande maioria jovens e adolescentes, mas também desenvolvem trabalhos com mulheres e crianças. Os adultos são inseridos nas atividades musicais, no uso do espaço digital, no empréstimo de livros, no estúdio da rádio do Ponto de Cultura, além de participarem das diversas oficinas culturais oferecidas.

As crianças da comunidade participam de rodas de leituras organizadas por integrantes do grupo, com o material disponível na biblioteca da casa.

Durante o seminário internacional do Cultura Viva, o Atitude foi apresentado aos participantes do evento como modelo das ações do Programa.

A jovem Judite de Cássia Santos, que trabalha com o grupo, disse que sua participação nestas atividades possibilitou a realização de uma antiga aspiração, que era a de contribuir para melhorar a qualidade de vida da sua comunidade. “Mudou muita coisa na minha vida, a cada dia a gente aprende mais, com as pessoas assistidas, com as palestras, fóruns e oficinas que participamos. Esta experiência me enriqueceu bastante como pessoa”, comentou.

Mais do que propiciar acesso à Cultura às populações impossibilitadas do consumo dos bens e serviços culturais, quer por situações de pobreza ou por habitarem áreas remotas do país, os Pontos de Cultura são uma grande lição de cidadania aos seus integrantes.

Da Redação/Assessoria de Comunicação Social/MinC

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Começa hoje a Teia Amazônica

Olá pessoal, hoje, começa a Teia Amazônica.
Segue um link para mais informações.

http://lucas-nogueira.blogspot.com/2010/03/teia-da-cultura-amazonica-nos-dias-4-e.html

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Foi no Piauí que o Brasil se desescondeu plenamente para mim.

Foi no Piauí que o Brasil se desescondeu plenamente para mim. Conversando com Pontos de Cultura, foi possível analisar o significado de diversas ações, como o Agente Cultura Viva, e jovens exercitando novas formas de cidadania e comprometimento social. Vi a rede chegando nas pessoas. Os Pontos de Cultura fazem muita diferença naquele estado. Tudo isso eu vejo em minhas andanças pelo Brasil. Mas naquela viagem ficou mais evidente. Ou melhor dizendo, em 24 horas, eu vi o Brasil mudando; e foi no Piauí.

…Trecho do Livro: “Pontos de Cultura: O Brasil de Baixo Para Cima”….
Para adquirir o livro entre aqui.

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Blog da Teia Paulista de Pontos de Cultura

Recomendo o texto sobre o que mobilizou Guarulhos durante a 1ª Teia Paulista de Pontos de Cultura.

http://teiapaulista.redepaulistadepontosdecultura.net/?p=1059

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Curiosidade da Teia Paulista de Ponto de Cultura

E a abertura da 1ª Teia Paulista de Pontos de Cultura foi um sucesso. O encontro, que começou com o cortejo do Bloco Afro Ilú Obá de Min, do Ponto de Cultura Ilá Ònà – Caminhos do Tambor, iniciou com o “pé direito”. Com o lema “Ta Na Rede é Ponto”, a primeira Teia de Paulista de Pontos de Cultura promete.
É a diversidade, igualdade e democratização dos pontos de cultura em conjunto. Isso marca ainda mais, o nosso objetivo em espandir o existencialismo cultural do Brasil.

Segue links de blogs das Teias Regionais

Teia Macro Vale do Paraíba

Teia Macro Campinas Estendida

Teia Macro Capital

Ainda hoje, a partir das 17h30, acontece a cerimônia de entrega do Prêmio ASAS.

Confira algumas fotos do que aconteceu ontem (na abertura) e de hoje (sábado) acessando aqui.

Por Carol Alencar/Célio Turino

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Abertura da Teia Paulista de Pontos de Cultura em Guarulhos/SP

Começa hoje (26/02) a I Teia Paulista de Pontos de Cultura – Tá na Rede é Ponto!. O encontro inicia às 18h, com um cortejo liderado pelo Bloco Afro Ilú Obá de Min, do Ponto de Cultura Ilá Ònà – Caminhos do Tambor. O grupo, formado apenas por mulheres, levará o público até o Teatro Adamastor, onde será realizada a cerimônia de abertura. A noite terá, ainda, o Hino Nacional cantado à capela por Dandara, cantora do Ponto de Cultura de Várzea Paulista; o espetáculo ‘La Vie En Rose???’, do Ponto de Cultura Bailando na Cidade; e a apresentação da Cia. 3+Um, ‘Outros Tantos’, promovida pelo Ponto de Cultura Instituto Pró-Cultura.

O secretário de cidadania cultural do Ministério da Cultura, Célio Turino, representará o Ministro Juca Ferreira na cerimônia. Completam a mesa o Prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida, o secretário municipal de Cultura, Helio Arantes, a chefe da Representação Regional do MinC no estado de São Paulo, Cecília Garçoni, e a representante da Secretaria de Estado da Cultura, Bárbara Rodarte.

Confirma a cobertura oficial do TEIA Paulista no blog: http://teiapaulista.redepaulistadepontosdecultura.net/

O que é a Teia?

Tido como o maior encontro da diversidade cultural no Brasil, reunindo todos os Pontos participantes do Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania – Cultura Viva, do MinC. Foram realizadas três edições nacionais que ocorreram em 2006, 2007 e 2008. As Teias reúnem os Pontos de Cultura de todo o País em mostras artísticas, atividades formativas e Fóruns de debate. Em 2009, as Teias aconteceram também nos Estados e nas Regiões Federativas. A proposta desses encontros regionais é identificar as demandas mais freqüentes entre os projetos, fazendo com que os Pontos de cada Estado cheguem à Teia nacional de 2010 bem articulados e integrados.

A Teia Brasil 2010 ocorrerá em Fortaleza, no Ceará, de 25 e 31 de março. Está dividida em Mostra Artística, Fórum dos Pontos de Cultura e o encontro Teia das Ações Conceitos e Práxis que pretende refletir sobre o conjunto do Programa Cultura Viva.

Links de Acesso

http://www.cultura.gov.br/site/2010/02/26/comeca-hoje-a-teia-paulista/


http://www.cultura.gov.br/cultura_viva/?p=1412

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Forum Mundial de Educação e Infanto Juvenil – Osasco/SP

Estamos em Debate no Forum Mundial de Educação e Infanto Juvenil de Osasco (SP).
O tema do debate será “Programa Cultura Viva – Pontos de Cultura”. Estaremos presente em mais
essa diversidade democrática da cultura brasileira.

Link de notícia -

http://feirapreta.ning.com/events/forum-mundial-de-educacao-em

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