O termo identidade multifrênica foi criado por Fredric Jameson e indica a ruptura do senso de identidade do indivíduo. Vivemos em um tempo de mobilidade em relação ao trabalho e em relação às informações e referências culturais recebidas. O indivíduo se perde na multidão, mas desta vez a multidão deixa de ser uniforme. Há um bombardeio de imagens fragmentadas, de signos contraditórios, tudo ao mesmo tempo, desfazendo todo senso de continuidade ou de construção de um coerente sistema de valores. Passado, presente e futuro se misturam de tal forma que as pessoas perdem até mesmo o senso de realidade, impossibilitando o encadeamento de significados e levando ao imediatismo e à estetização da vida. Mas ao contrário do que pode aparentar a primeira vista, essa não é uma marcha inexorável, devendo ser contextualizada na própria lógica do sistema capitalista. A estetização da vida, o hedonismo, também compõem o cardápio de mercadorias deste sistema e são reforçados na medida que podem produzir mais e mais dinheiro. É dentro deste contexto que reaparece a discussão sobre o ócio.
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2 Comentários
Célio,
“O mundo me veste de avessos contraditórios
Sou um gênio nesse segundo, logo depois sou simplório
Faço do meu espelho espatifado, fatias de meu rosto sem auditório
Sou homem perdido na multidão, sou mudo nessa falatório”
Adorei o texto, vou procurar saber mais….
Abraços!
cabeto,
também gostei do seu comentário, até parece letra de música (misturando baudelaire com o Bando)
abs
célio turino