Provavelmente nenhum país de economia diversificada reúne tantas condições para reduzir a jornada de trabalho como o Brasil. Os salários daqui são tão baixos que a redução de jornada pode e deve ser feita sem redução de salários, funcionando como um impulsionador do desenvolvimento econômico. Neste aspecto, a redução da jornada deve ser encarada como o principal instrumento de redistribuição de renda no país. Evidentemente há um custo na redução das horas trabalhadas e este custo deve recair sobre aqueles que concentram a maior parte da renda. Ao contrário do que o discurso patronal tenta fazer crer, o aumento de custo decorrente da redução de jornada precisa ser encarado como o investimento social que pode recolocar a economia brasileira no caminho do crescimento. Se a redução da jornada é positiva até mesmo para o crescimento econômico capitalista, porque há tanta resistência em diminui-la?
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Um Comentário
Celio,
Será que essas mudanças sociais não ocorrem com a velocidade que gostaríamos exatamente por causa desse modelo social de apego materialista?
Se até o capitalismo (que teria muito a ganhar) reluta em fazer essa redução na jornada de trabalho sem prejuízos aos salários deve ser porque os detentores desses acúmulos de posses precisam ser reeducados a enxergar as pessoas e o trabalho de uma nova maneira. O colonialismo ainda tramita muito bem disfarsado em nossa sociedade. Consigo vislumbrar mudanças através da educação integral que deveria ser aplicada em nossos filhos. Esses serão os adultos que no futuro poderão agir e transformar de maneira radical e saudável esses conceitos velhos, egoístas, engesssados que guiam nossos hábitos culturais atuais… abraços!!!