“Talvez poucos saibam, mas entre os índios Taulipang, de Roraima, a Sol é tratada no feminino, a Vei. Sim, no feminino, porque a Sol é uma estrela. Esta foi mais uma usurpação das sociedades patriarcais e a Sol deixou de ser estrela, sobrevivendo apenas na cultura de um povo com pouco mais de 200 pessoas. Nossa estrela mais próxima, a mais quente, a mais iluminada, fonte de vida e energia. A estrela do dia não poderia estar associada à mulher, tornaram-na astro-rei. Mesmo tendo conhecido a história dos Taulipang há poucos anos, minha experiência de sempre indicou que a Sol é mulher.”
Neste dia 8 de outubro, resolvi extrair este trecho do meu livro (Ponto de Cultura – o Brasil de baixo para cima) para fazer uma homenagem a todas as Sol deste país. Ou a todas as Vei, coma a chamam os índios lá da Raposa Serra do Sol.
VEI, A SOL
“Talvez poucos saibam, mas entre os índios Taulipang, de Roraima, a Sol é tratada no feminino, a Vei. Sim, no feminino, porque a Sol é uma estrela. Esta foi mais uma usurpação das sociedades patriarcais e a Sol deixou de ser estrela, sobrevivendo apenas na cultura de um povo com pouco mais de 200 pessoas. Nossa estrela mais próxima, a mais quente, a mais iluminada, fonte de vida e energia. A estrela do dia não poderia estar associada à mulher, tornaram-na astro-rei. Mesmo tendo conhecido a história dos Taulipang há poucos anos, minha experiência de sempre indicou que a Sol é mulher.”
Neste dia 8 de outubro, resolvi extrair este trecho do meu livro (Ponto de Cultura – o Brasil de baixo para cima) para fazer uma homenagem a todas as Sol deste país. Ou a todas as Vei, coma a chamam os índios lá da Raposa Serra do Sol.
Célio Turino